O Brasil e o mapa mundial da inovação

O mundo define a Inovação como a criação que se transforma em produto, que está no comércio e ao uso geral à disposição dos consumidores. Assim é uma soma da criação e de muito trabalho para chegar à produção, distribuição e venda, ações que, como vemos no exterior, são conseguidas por algumas nações! No entanto, por conta das grandes mudanças feitas no campo das comunicações, internacionalizando o comércio, vemos e sabemos que o Brasil está fora do mapa mundial da Inovação.

Por que? Temos de perguntar, pois o nosso país continente, bem maior do que, por exemplo da Coreia do Sul – entre inúmeros outros -, não conseguiu o mesmo desempenho de uma região pobre da década dos 1970, que hoje, apresenta uma renda per capita bem superior à nossa!

Há anos escrevemos e discutimos que o desenvolvimento econômico moderno vem das mudanças, muitas para o bem, das quais passamos ao largo! Está demonstrado que há um fenômeno típico de “causa-e-efeito” que sempre tem sido deixado para depois. O da Educação (causa) e do Desenvolvimento Econômico (o efeito). Enquanto mais de 70% dos brasileiros não puderem ler e entender o que se está escrevendo e defendendo para assegurar vidas melhores, realmente nada mudará!

O WEF (Forum Econômico Mundial) divulga resultados que não nos surpreendem e revelam que estamos longe de alcançar uma posição de destaque na economia internacional, resultando numa pobreza endêmica de uma proporção infelizmente alta da nossa população. Muitas são as conclusões do porque ficamos fora da lista de sucessos. Ao contrário do mundo desenvolvido, no Brasil, o fomento para pesquisas tem origem, mesmo com dificuldades locais, de recursos dos governos. Todavia, a maior parte de nossos cientistas, cerca de 70%, estão em instituições de ensino e não encontram oportunidades nas entidades produtivas. A mudança do jogo requer coragem para alterar os paradigmas que assolam nosso pensamento sobre a inovação: cultura pela criação das riquezas e os riscos do financiamento, cuja preferência está centrada em juros ultraelevados e focados no curto prazo.

Sobram análises do assunto, mas temos que entender que a solução não está no Estado e que o financiamento deve ser destravado imediatamente para que a massa cinzenta dos brasileiros possa fluir na direção de novos produtos e processos que sirvam para tirar o Brasil do ostracismo tecnológico. O binômio cultura e financiamento está na base da transformação. O que cabe aos governos é fazer com que nosso sistema educacional mude para a eficiência. Além disso, deve haver estímulos. Isso, cabe a líderes políticos e industriais capazes de colocar os dedos na ferida, corrigindo a legislação pesada que nos limita e priva uma boa parte da nossa população à riqueza que cada cidadão merece, por força de seus esforços!.