Novos horizontes para a Embraer

Há pouco tempo, em 21 de abril passado, foi publicada a decisão da Boeing de não mais prosseguir seu programa de associação com a Embraer, por várias razões, inclusive uma maior seria que sua situação financeira não lhe permitiria cumprir com as próximas futuras cláusulas do contrato, firmado em 2018, depois de uma longa negociação desde 2017. Não cabe aqui discutir os argumentos para essa decisão.

É claro que esse cancelamento afeta muito São José dos Campos, pois a Embraer, sendo uma das importantes geradoras de empregos da cidade, certamente traz muitas preocupações, nestes momentos nos quais em que vivemos a crise do vírus Covid-19, somada com os problemas políticos do nosso governo.

Assim, embora não caibam críticas do que está acontecendo, prefiro propor discussões e projeções de um novo futuro. As decisões tomadas agora pelas pessoas, empresas e os governos certamente moldarão o mundo nos próximos anos. Elas afetarão não apenas nossos sistemas de saúde, mas também nossas economia, gestão política e cultura. Mas não parece ser razoável simplesmente esperar pelo futuro, ao contrário, precisamos de recriá-lo com que precisam chegar à execução de formas rápidas e decisivas. Temos de antecipar as possíveis.

Precisamos de planos globais, os quais somente poderão se materializar com uma cooperação de todos! Insisto que a importância da Embraer merece ajuda da comunidade. Perguntas devem produzir respostas.

O que qualquer empresa precisa é de vender o que produz. Felizmente para nós, de São José, constatamos que produtos a Embraer tem, de boa qualidade, provados com sucesso no mercado mundial! Ou seja, nosso problema é de criarmos apoio de todos os que vivem no Brasil. O avião é um produto caro e não se vende à vista. Portanto, financiá-los é essencial, papel esse no Brasil preenchido com competência exemplar no passado pelo BNDES. Precisamos restaurar isso, embora as dificuldades do presente.

Temos de contar com todos, nossa prefeitura, governo do estado de São Paulo, da União Federal, incluindo o Congresso e o Judiciário. Sinto que estamos distantes de quase todos. Temos de demonstrar que o Brasil fabrica aviões, tendo conseguido anteriormente uma boa parcela de participação entre os grandes do mercado mundial. Passando a pandemia, a ânsia pela mobilidade voltará a impregnar o mundo e haverá poucas empresas fabricando aviões. A Embraer precisa ser uma delas.

Não podemos terminar sem enfatizar as condições básicas de sempre. Uma delas é a Educação, que precisa ser apoiada, pois, sem ela, não estaríamos prontos a enfrentar o futuro, o qual será fértil para as inovações que nossos filhos produzirão!.