Alavancas para o desenvolvimento

Em oportunidades do passado, além do que ouvimos intensamente nos países de sucesso, temos mencionado algo sobre a Educação da população, como instrumento fundamental para o desenvolvimento do Brasil. A influência da Educação se expande, pois, graças à sua capacidade de transformar cidadãos mal preparados, sem capacidade de ler e entender um simples texto escrito, pode chegar até a níveis de sábios, cientistas e de empreendedores bem-sucedidos, contribuintes sólidos ao progresso de sociedades inteiras. O mundo demonstra isso com clareza!

A OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, após divulgar os últimos resultados de uma avaliação mundial de alunos com o curso fundamental completo, num grupo de 76 países, colocou nosso país numa triste classificação de 67º lugar entre eles! Um desastre, muitos brasileiros comentaram!

Especialistas internacionais debruçaram-se sobre tais dados, e chegaram a conclusões que, nós, os brasileiros, conhecemos há anos – pois com uma significativa parte de nossa população com capacidade de mal ler nem escrever – dificilmente (para não dizer impossível) – poderemos construir um Brasil capaz de atingir níveis de desenvolvimento econômico, como aspiramos há anos! Ou seja, escapar dos bolsões de pobreza que varrem nosso país. Sim, porque a Educação é causa-e-efeito para o progresso desejado por todos!

Os exemplos de países “transformados pela Educação” são muitos e podemos citar, além daqueles tradicionalmente desenvolvidos, Cingapura, Coreia do Sul, Finlândia, África do Sul, Portugal e outros, somando-se alguns da própria América do Sul, como Chile, Peru, Colômbia que, a partir de altos índices de analfabetismo, hoje mostram cenários promissores.

Os resultados dos relatórios focam nos benefícios econômicos da educação. Segundo eles, com melhores sistemas educacionais o Produto Interno Bruto dos países da organização seria, em média, de 3 a 4% superior ao esperado na atualidade. Foram destacados o enorme abismo entre os estudantes latino-americanos e os do leste asiático. De um lado o excelente desempenho dos estudantes orientais, com Cingapura liderando o ranking, seguida por Hong Kong, Coreia do Sul, Japão e Taiwan. Nos outros mostram o Brasil na 60ª posição, atrás de outros latino-americanos como Chile, México e Costa Rica. E o relatório vai mais além da simples comparação e vincula a educação em cada país ao futuro de sua economia. No Brasil, precisamos perguntar por que, e onde, estamos errando, pois, destinando constitucionalmente uma boa quantidade de recursos financeiros, via impostos, temos resultados tão insuficientes!?! Não há alternativas! Se a América Latina e nós queremos melhorar a vida de nossos povos, num mundo aberto, inteligente e competitivo, temos de melhorar as habilidades de nossas populações!.

 

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