Desenvolvimento do país pode ser obra do governo?

A Embraer somente existe porque existiram sonhadores que, mesmo imaginando as dificuldades e desafios, tiveram a iniciativa de usar competência e ousadia de pensar grande, e iniciar um projeto que deu origem à Embraer de hoje! De fato, os problemas foram grandes, como eram grandes os sonhos, e assim um primeiro avião foi concebido, projetado e construído dando razões para que a Embraer fosse constituída em 1969, há cinquenta anos. Também surpreendentemente, a empresa, criada como sociedade de economia mista pelo Governo Federal, fosse privatizada em 1994. Isso tudo foi obra dos sonhadores que, além do conhecimento e competência, desenvolveram um plano empresarial técnico, comercial e competitivo, do ponto de vista do marketing comercial e internacional.

A Embraer transformou-se numa corporação global, com capital pulverizado, atraindo investidores de todo o mundo, capitalizando-se para o desenvolvimento de novos produtos ganhando expansão no mercado mundial. No período, comandada por engenheiros, lutou para ser privatizada e conseguiu. Após a privatização, transformou-se na terceira maior fabricante de aviões de transporte aéreo do Mundo, tendo produzido mais de 8 mil aviões. Hoje, a cada 10 segundos, uma aeronave da Embraer decola em algum aeroporto do Planeta, transportando cerca de 150 milhões de passageiros por ano!

Na década de 60, quando procurávamos meios e modos para materializar a fabricação de aviões no Brasil, a Coreia do Sul era uma das nações mais pobres do mundo, destroçada por uma guerra que destruiu 25% da riqueza nacional e matou 5% da população civil. Hoje, o país tem um PIB per capita quase três vezes superior ao brasileiro e uma economia impulsionada pela alta tecnologia.

Quando se analisa os desenvolvimentos coreanos e brasileiros de 1953 – época do término da guerra da Coreia – a 1969, houve pesados investimentos em educação. Na Coréia reduziram o analfabetismo de 70% para 20%. No Brasil foi criado o ITA, formando Engenheiros Aeronáuticos do mais alto nível.

A estratégia coreana “contrastou com a do Brasil, por exemplo, onde o ensino secundário era restrito à elite e suficiente apenas para alimentar as matrículas nas universidades”.

É bom lembrar que o “milagre” sul-coreano se deu sob um regime militar autoritário, instalado por meio de um golpe de Estado em 1961. As eleições diretas só voltaram em 1987.

Alguns, lendo este artigo, podem pensar que sou a favor de regimes autoritários. A finalidade da comparação de épocas, do desenvolvimento brasileiro e da Coreia, justifica meu espírito democrático e apenas mostram as diferenças que a educação, generalizada, abrangente e competente podem fazer com um país.

Assim, meus caros brasileiros, ricos ou pobres, de todas as raças que habitam nosso maravilhoso país, temos grandes desafios a vencer, mas nada parecidos com os coreanos (muito maiores do que os nossos)..

Engenharia e a retomada do crescimento do Brasil

Muito se tem estudado e publicado o quanto a educação, ampla, abrangente e de alto nível, faz diferenças no desenvolvimento das nações e regiões. Dentre todo o mosaico e resultados das disciplinas da Engenharia encontramos fatores determinantes para o desenvolvimento econômico das nações. Cada vez mais a criação e a produção de bens de crescentes valores agregado fazem a diferença na balança comercial do mundo globalizado. A capacidade dessa projeção depende de vários fatores, entre eles a existência, quantidade e qualidade de profissionais de Engenharia. Com a rápida evolução da tecnologia e a consequente obsolescência das existentes, a formação do engenheiro deve privilegiar múltiplos conteúdos essenciais, ensinando-o a se adaptar rapidamente aos novos conhecimentos e técnicas.

Por essa razão, a pulverização de especialidades estanques, ou não, é uma política profissional desejável. Além da necessidade de revisão dos currículos e das formas de integrar os conhecimentos científicos, tecnológicos, econômicos e mercadológicos, é preciso estabelecer uma nova política para o corpo docente das faculdades de Engenharia, associando a formação acadêmica avançada à experiência prática dos melhores profissionais do mercado, criando condições para uma coexistência altamente produtiva.

Em todas as reuniões das Comissões Econômicas para América Latina e Caribe da Organização das Nações Unidas (Cepal/ONU), têm recomendado uma prioridade da Educação nos programas de formação de profissionais dos jovens, dando ênfase essencial à Engenharia. A engenharia engloba um conjunto maior de conhecimentos e habilidades, pois o bacharel domina conceitos em Administração, Economia e da própria Engenharia. Isso tudo, parece ser intrincado em demasia para o jovem que se questiona sobre qual a competência que pensa atingir e em qual setor. Mas não é isso. Ao contrário essa dúvida que assola a cabeça do jovem engenheiro em potencial pode se tornar um excitante processo de avaliar o peso de cada valor, algo muito importante para antecipar o prazer de trabalhar e, ao final, ver o seu trabalho materializado.

Tudo isso somado faz o desenvolvimento humano e mesmo natural, mas para tanto precisamos de algo importante, de você, equipado com as armas da educação, trabalhando para tornar a vida de todos, a maioria de desconhecidos, mas necessitando das mãos mágicas do engenheiro, pois sem ele, muito do que temos pode não ser suficiente para o desenvolvimento econômico tão postulado por todos. E, vamos nos desejar felicidade e sucesso para encerrar o período de vida que nos é dado, do nascimento à morte, com contribuições que somente os bons podem fazer!.

Retorno ao carinho e ao relacionamento

Terminamos o ano de 2018 e, agora já vivendo em pleno 2019, começamos a sentir que há sinais de um horizonte de muitas mudanças, acenando e quase dizendo para avançar, pois as próximas décadas do Século 21 poderão ser melhores, apagando as ocorrências dos anos perdidos que nos ofuscaram tanto. Olhando para trás, constatamos que estamos nos esquecendo do carinho, como o da alegria de ver um filho correndo para nós, alegre e genuinamente mostrando amor pela nossa chegada. Do desejo de ser tocado e acariciado com ternura, que é uma necessidade primária para cada um de nós!

Parece que finalmente estamos deixando para trás o tédio e a frieza emocional na construção de nossas vidas, não somente os da família, mas também os dos amigos e conhecidos. Um novo horizonte parece ter brotado com o início do novo ano.

É a hora de tornar tudo em realidades palpáveis! Esqueçamos do que aconteceu e do que não gostamos, pois é preciso dar partida aos bons sentimentos e desejados acontecimentos.

Muitos de nós esquecemos que existem sonhos bons…os quais, quando acordamos, queremos voltar a dormir. Apesar de continuarem alguns pesadelos – que dão medo de dormir de novo – é frustrante quando não conseguimos nos lembrar daquilo que nos deixou sensações boas e valiosas. Em qualquer dos casos, quer você acredite ou não, a forma pela qual vemos o mundo, depende muito do nosso estado de espírito, e o que pensamos têm significados que, embora ligados a cada um, às nossas vidas, desejos e medos, tudo pode se modificar. Confira o significado dos seus sonhos…e entenda-se melhor, ajude a compreender de como somos em nossas vidas.

Pensamentos e relacionamentos podem invocar sentimentos ou ideias muito mais profundos do que qualquer palavra pode transmitir. Ao mesmo tempo, esses símbolos podem nos deixar confusos e nos perguntando sobre o que estávamos sonhando. A interpretação é uma ferramenta poderosa. Ao analisar nossos sonhos, podemos aprender sobre nossos segredos, os mais profundos e desvendar sentimentos escondidos. Lembremo-nos de que ninguém é melhor para interpretar nossos sonhos do que outrem.

Refletindo sobre o que vivemos nestes momentos, com turbulências em muitos países, realmente vemos populações sofrendo o que não desejamos para nós, nossos filhos e amigos. Olhemos atentamente para os personagens, animais, objetos, lugares, emoções e até cores ou números podem ser retratados em sonhos. Mesmo o símbolo mais trivial pode ser significativo. Nossas dicas, experiências pessoais, memórias e circunstâncias, poderão nos orientar através de uma interpretação significativa e personalizada. Com a prática, podemos entender as mensagens críticas os sonhos estão tentando nos dizer.

Não nos esqueçamos nunca que o passado está nas nossas cabeças, mas o futuro sempre estará nas nossas mãos!!! Confiemos em nós mesmos e em nossos amigos!.

Há razões para desenharmos nosso futuro?

Embora o Universo no qual vivemos mude e se transforme permanentemente, no nosso pequeno planeta, perdido nas extraordinárias dimensões das Galáxias, temos milhares ou milhões de fenômenos cujas previsibilidades garantem o funcionamento da vida como a conhecemos hoje. A sucessão de dias, meses, anos, Séculos e as Estações do Ano, são exemplos que conhecemos, além de outras que não levamos em conta, mas essenciais!

Não parece estranho prever um empreendimento num próximo período de tempo, considerando o cenário da região ou de um país onde se viva. Na verdade, não somente na Economia é que existe instabilidade, momentos altos e baixos. Nem o mais experiente negociante consegue prever com exatidão todos os fatores. Realmente, a previsão exata é impossível, pois ninguém é profeta. Mas é possível se valer de alguns pensamentos e meios para conseguir fazer projeções sobre o que faz ou o que recebe. Na vida pessoal, também não achamos estranho, num começo de um novo ano, desejar a um amigo, “FELIZ ANO NOVO!”

Embora possa ser uma expressão casual, na maioria das vezes sincera, cabe perguntar em que nos baseamos para expressar um futuro para alguém. Saindo dos últimos 365 dias, no nosso país é normal prever dias melhores. É o que ocorre agora entre nós, em consequência da nossa recente eleição de 28 de outubro de 2018. Ela, surpreendentemente, mudou nas nossas cabeças as expectativas do novo ano! Definir metas nem sempre é fácil, particularmente quando a sociedade que nos rodeia está passando por crises fora do nosso controle. É preciso ter visão em qualquer cenário, seja ele favorável ou desfavorável. Você pode identificar oportunidades para épocas especiais, como Páscoa, Dia dos Pais, Dia das Mães, Dia das Crianças, Natal, Fim de Ano, novo Governo mudando a rota do passado, e assim por diante.

Muitos, entre os leitores, devem ter lido ou acompanhado as declarações, ou em discursos de posse das autoridades, que nosso país não está nada bem, pois o nosso Governo é ineficiente, gasta muito e mal. Sabemos disso há muito, mas agora parece soar diferente. Em Brasília, o novo Governo se empenha em ações para superar tais momentos, usando de estratégias para avançar no presente e vencer no futuro, convencidos que estão e são capazes de vencer um passado que nos deixou grandes dificuldades. Esta é a razão principal porque defendo que o Futuro deverá estar sempre focado no Homem e na nossa vida, contando com o que temos.

Criar para isso um valor supremo. Sermos bons e quanto mais nos desfocarmos dele mais vamos desequilibrar a balança da vida arriscando-nos a não ter Futuro, pelo menos como Seres Humanos. Não podemos continuar a ser moldados por erros do passado. Temos de, com ousadia e coragem construir nossas vidas com bases nos Princípios e Valores Humanos e para aqueles que a natureza nos oferece, embora possam variar com o tempo. Afinal, os meus Leitores são os que decidem!.

O difícil e o impossível

Acreditamos que desde um passado distante e remoto a humanidade vive o dilema entre o difícil e o impossível. Esse impasse é comum e certamente ocorreu e ocorre aos nossos leitores das formas mais comuns que possamos imaginar. O que chamamos de fácil nada mais é do que aquilo que já conhecemos muito bem. E, perguntamos, seria possível praticar somente o que conhecemos bem e porque são momentos que acontecem com frequência? Mas, se pensarmos bem, veremos que algo somente se torna fácil depois de muito tempo de convivência com as ocorrências. Simplificadamente, o fácil é aquilo que já fizemos repetidas vezes.

Após as eleições de outubro passado fomos atingidos pelos programas e promessas dos políticos na busca de uma opção para conquistar a preferência dos eleitores na nossa sofrida e mutante administração brasileira. Mas os êxitos dos nossos Governos têm sido raros. Se realmente a administração pública se caracteriza por padrões fixados em normas e legislação ampla poderíamos dizer que seja fácil governar, devido às suas repetições?

Há tempos os estudiosos de administração tanto pública como privada estão dando importância a resultados conhecidos como gestão, ou seja, a área das ciências humanas que se dedica à administração de empresas e de outras instituições visando fazer com que alcancem os seus objetivos de forma efetiva, eficaz e eficiente. Assim traz, para o cenário da simples administração, os aspectos humanos dos recursos disponíveis na organização. A função de um gestor é tirar o melhor proveito das estruturas, das tecnologias, do capital e das pessoas para alcançar as metas da organização no curto, no médio e no longo prazo. Para isso, o conceito de gestão está baseado em quatro pilares: planejamento, organização, liderança e controle.

A definição das metas a serem atingidas, o planejamento dos passos necessários para alcançá-las e o diagnóstico e a resolução dos problemas que surgirem no percurso são algumas das tarefas da gestão. A estrutura administrativa de uma organização é formada por seus sistemas financeiro, comercial, logístico, social e tecnológico, dentre outros.

Assim, o administrador moderno não mais é simplesmente o feitor que estabelece regras e formas de se comportar, mas também aquele que entende estar em entidades humanas e lidando com assuntos humanos. Se a vida vai ser algo fácil, difícil ou impossível, isso vai depender de nós mesmos, do nosso comportamento e da nossa capacidade de nos entendermos entre nossos colaboradores tornando nosso pessoal em equipes sinérgicas, com todos a buscar juntos os objetivos fixados. Isso é o que constatamos nos empreendimentos de sucesso, que encontraram dificuldades impossíveis mas chegaram aos caminhos da prosperidade, não esperando o fácil para torná-los possíveis!

Juntos, somos mais fortes

A indústria aeroespacial global está passando por profunda transformação. Consolidação entre fabricantes e fornecedores prometem impactar a competitividade do setor. Países como Japão, Rússia e China, contando com apoios governamentais e foco nos jatos de até 150 assentos, estão dispostos a ganhar mercados externos, no qual a Embraer é líder mundial.

Sabemos ser difícil manter posição de destaque em mercados competitivos como a indústria aeroespacial. Os países emergentes, que cresceram descobriram que não podemos fazer o que queremos. Temos de fazer o necessário, mesmo com sacrifícios, menos direitos e mais obrigações. Por isso, a Embraer está focada em manter sua competitividade no futuro: a parceria estratégica com a Boeing, a maior fabricante de jatos comerciais do mundo, faz sentido.

Quando a Embraer foi criada, em 1969, a indústria aeronáutica era mais diversificada, mas não menos competitiva. Anos de trabalho árduo construíram a imagem e a reputação da Embraer no mercado internacional, desde que expusemos o Bandeirante uma primeira vez no Salão Aeronáutico de Le Bourget, em 1977. Desde então, a Embraer se dedicou a identificar certos nichos de mercado, com atenção total aos clientes para entregar produtos inovadores que atendessem às suas necessidades.

A parceria com a Boeing poderá tornar a Embraer empresa mais forte e preparada para competir nos próximos anos. Juntas, as duas empresas criarão novos produtos e crescer, explorando oportunidades nos mercados. A Boeing reconhece a capacidade técnica da engenharia e da mão-de-obra da Embraer e afirma que o Brasil será o centro de excelência da joint venture, garantindo produção, criação de empregos e exportações para o Brasil.

Há um paralelo deste momento com a privatização da Embraer, em 1994. Como agora, haviam apreensões e vozes contrárias, mas sabíamos que a privatização era a única saída para mantermos a Embraer viva e, mais ainda, preparada para o futuro. A história mostrou que a decisão foi mais do que acertada e, desde então, a Embraer cresceu, se modernizou e se internacionalizou.

Tornou-se, assim, líder mundial na fabricação de jatos de passageiros de até 150 assentos, ingressou no segmento ultracompetitivo da aviação executiva com produtos superiores e inovadores – o jato Phenom 300, por exemplo, há anos é o modelo mais vendido de sua categoria – e tem aumentado sua atuação internacional na área de defesa, cujo expoente atualmente é o jato de transporte multimissão KC-390. Com grande potencial de exportação, o KC-390 vem para substituir parte da frota global de antigos C-130 Hercules, de origem norte-americana, ainda em operação.

Vivemos um momento que exige coragem e ousadia para tomar as decisões corretas e, assim, criar as oportunidades necessárias para o futuro. Entre outras vantagens, essa parceria estratégica com a Boeing fortalecerá ambas as empresas, posicionando-as de forma adequada para competir no novo cenário global da indústria aeroespacial.

Não menos importante, veremos preservados os interesses da FAB e do Governo Brasileiro, mantendo a capacidade tecnológica e industrial instaladas no Brasil, o que garante também a soberania e a autonomia da nossa nação.

Com linhas de produtos complementares, filosofias de trabalho e culturas semelhantes, dedicadas à inovação e excelência, a parceria estratégica se beneficiará de uma cadeia global de suprimentos, com fornecedores nossos e uma rede de serviços que fortalecerá as marcas Boeing e Embraer, criando assim uma nova proposta de valor para funcionários, clientes, parceiros e investidores.

Como um apaixonado pela Embraer, à qual dediquei a maior parte de minha vida, vejo esta nova rota como essencial na construção do futuro da Embraer, que, tenho certeza, será um sucesso ainda maior!

 

Pense e assuma o controle!

Sempre nos perguntamos quais serão as questões e problemas que teremos de enfrentar amanhã? São questões recorrentes na vida, cada vez mais presentes! Quando estávamos no Século passado perguntávamos como seria o Século 21! O fato é que estamos nele e, com poucas e honrosas exceções, no nosso Brasil estamos catalogando duas décadas perdidas, como dizem os economistas! O homem e mesmo a humanidade mudam constantemente, criando condições para que alguns possam evoluir, ganhando por fazerem mais criativamente e melhor! Por outro lado, cada um de nós viveu ou será capaz de viver num mundo ideal, já que é de nossa natureza o inconformismo.

Assim, não podemos ficar apenas aguardando que um melhor momento e que ele surja como num passe de mágica. Isso apenas enseja frustrações ou arrependimentos sobre um tempo que não volta mais. É claro, que existe o momento certo, mas este deve ser acompanhado com esforços para ser aproveitado. É preciso ter consciência que o mundo nunca será o ideal. Os saudosistas que nos perdoem, mas durante seus tempos as coisas também não eram fáceis. O que mudou foi a velocidade e hoje tudo corre mais rapidamente e a sensação de insegurança gerada pela mudança torna-se absurda. Embora os obstáculos, a atitude empreendedora desencadeada pelo inconformismo melhorou, mas a insegurança ainda é a razão pela qual muitos empreendedores acabam desistindo de seus projetos.

Este enredo tem altos e baixos. E ainda, nem tudo são flores ou dores. E se olharmos de forma mais positiva, tudo que nos aconteceu de bom ou ruim, é o que nos trouxe firmes e mais fortes, até aqui. Portanto, honre e respeite a sua história, mas ouse mudar seus padrões de pensamentos e ter crenças mais positivas. Você não precisa ancorar sua memória em coisas ruins, não devendo se culpar ou se punir por seus erros, focando somente nos aspectos negativos. Lembre-se que desistir não é o padrão entre os vencedores. Por isso, preocupe-se com o que realmente possa afetar seu desempenho e seu desenvolvimento.

A resposta parece estar no controle dos fatos. Antecipe os riscos e tente encontrar saídas. Ou seja, assuma o controle de sua vida. Utilize meios existentes ou peça ajuda, mas não espere que alguém faça algo por você. Tome a iniciativa, com cuidado, mas sem medo de errar. É errando que se aprende. Apenas pense e planeje para minimizar os erros possíveis. Não se isole e não se lamente. Aceite as críticas. Por fim, mantenha alto o seu astral. Pense positivamente, aja positivamente. Deixe o rancor e o remorso de lado. Procure ver sempre o lado bom de cada momento. Assim será possível enxergar novas soluções e oportunidades..

 

O Brasil e o mapa mundial da inovação

O mundo define a Inovação como a criação que se transforma em produto, que está no comércio e ao uso geral à disposição dos consumidores. Assim é uma soma da criação e de muito trabalho para chegar à produção, distribuição e venda, ações que, como vemos no exterior, são conseguidas por algumas nações! No entanto, por conta das grandes mudanças feitas no campo das comunicações, internacionalizando o comércio, vemos e sabemos que o Brasil está fora do mapa mundial da Inovação.

Por que? Temos de perguntar, pois o nosso país continente, bem maior do que, por exemplo da Coreia do Sul – entre inúmeros outros -, não conseguiu o mesmo desempenho de uma região pobre da década dos 1970, que hoje, apresenta uma renda per capita bem superior à nossa!

Há anos escrevemos e discutimos que o desenvolvimento econômico moderno vem das mudanças, muitas para o bem, das quais passamos ao largo! Está demonstrado que há um fenômeno típico de “causa-e-efeito” que sempre tem sido deixado para depois. O da Educação (causa) e do Desenvolvimento Econômico (o efeito). Enquanto mais de 70% dos brasileiros não puderem ler e entender o que se está escrevendo e defendendo para assegurar vidas melhores, realmente nada mudará!

O WEF (Forum Econômico Mundial) divulga resultados que não nos surpreendem e revelam que estamos longe de alcançar uma posição de destaque na economia internacional, resultando numa pobreza endêmica de uma proporção infelizmente alta da nossa população. Muitas são as conclusões do porque ficamos fora da lista de sucessos. Ao contrário do mundo desenvolvido, no Brasil, o fomento para pesquisas tem origem, mesmo com dificuldades locais, de recursos dos governos. Todavia, a maior parte de nossos cientistas, cerca de 70%, estão em instituições de ensino e não encontram oportunidades nas entidades produtivas. A mudança do jogo requer coragem para alterar os paradigmas que assolam nosso pensamento sobre a inovação: cultura pela criação das riquezas e os riscos do financiamento, cuja preferência está centrada em juros ultraelevados e focados no curto prazo.

Sobram análises do assunto, mas temos que entender que a solução não está no Estado e que o financiamento deve ser destravado imediatamente para que a massa cinzenta dos brasileiros possa fluir na direção de novos produtos e processos que sirvam para tirar o Brasil do ostracismo tecnológico. O binômio cultura e financiamento está na base da transformação. O que cabe aos governos é fazer com que nosso sistema educacional mude para a eficiência. Além disso, deve haver estímulos. Isso, cabe a líderes políticos e industriais capazes de colocar os dedos na ferida, corrigindo a legislação pesada que nos limita e priva uma boa parte da nossa população à riqueza que cada cidadão merece, por força de seus esforços!.

 

O futuro pode ser bem melhor!

Reconhecemos que o mundo está numa época que podemos chamar de turbulenta. No nosso país, precisamos acreditar que, embora seja difícil escapar do ambiente de pessimismo que nos assola há tantos anos, temos de acreditar nos desafios a vencer, pois os resultados proporcionados pela educação e pelas forças econômicas mostram impressionantes passos no desenvolvimento de regiões que estão se incorporando aos mais ricos! Por todas as razões, nosso país deveria ser um gigante econômico, transferindo para cada brasileiro um diferenciado padrão de vida! Mas, nada disso! A percepção mundial em relação a nós é que nunca deveríamos ter sido designados como integrante dos BRIC’s (Brasil, Rússia, Índia e China), constatando os insuficientes resultados econômicos e sociais, os quais apresentamos!

Todavia, o pessimismo não constrói, sim o otimismo muda as coisas, transformando o impossível em possível! Sem sermos ingênuos a ponto de achar que não teremos obstáculos ao longo de um caminho diferente dos que vimos percorrendo até agora, vamos pensar que, no lugar de problemas, teremos oportunidades, embora possamos aceitar que algo desse tipo possa soar como estranho, distante e até absurdo. A época do isolamento passou, já o passou, já o sabemos! As comunicações globais do mundo de hoje mostram claramente que o que acontece “lá fora” têm impacto “aqui dentro”! Isto nos mostra oportunidades, ou sejam, coisas a fazer para moldar novos comportamento e padrões para nossas vidas! A realidade constata que quanto mais educada, mais rica é uma nação! Ao mesmo tempo, existe uma correlação entre a qualidade de vida e altas taxas de crescimento da população. Já se observa isso, mesmo no Brasil, nossos indicadores nacionais mostram que já estamos fora do risco de ser superpovoados!

O fator mais importante para enfrentar grandes desafios, tanto no presente como no futuro, é a mente humana! É aí que temos de trabalhar, fazendo uma análise do pensamos e nos colocando na posição de que não sejamos vítimas dos problemas, ao contrário e de alguma forma, fazemos parte dele e, assim, somos importantes nas suas soluções!

A política externa brasileira, desde 1985, manteve-se distante da ordem internacional liberal, escolhendo opções, hoje provadas como inconvenientes pelo contexto das nações que crescem. Assim, perdemos tempo em cultivar relações com parceiros hoje rejeitados ou pouco respeitados pela comunidade mundial. Queimamos capitais políticos importantes, afastando-nos da riqueza mundial e nos aproximando de países adeptos à condutas nada consagradas! Sejamos otimistas, e vamos colocar nossos votos na urna no próximo outubro desejando que cada brasileiro faça isso com consciência, escolhendo nossos futuros eleitos entre os comprometidos com o Brasil Maior que sempre desejamos e continuaremos a desejar!.

 

Alavancas para o desenvolvimento

Em oportunidades do passado, além do que ouvimos intensamente nos países de sucesso, temos mencionado algo sobre a Educação da população, como instrumento fundamental para o desenvolvimento do Brasil. A influência da Educação se expande, pois, graças à sua capacidade de transformar cidadãos mal preparados, sem capacidade de ler e entender um simples texto escrito, pode chegar até a níveis de sábios, cientistas e de empreendedores bem-sucedidos, contribuintes sólidos ao progresso de sociedades inteiras. O mundo demonstra isso com clareza!

A OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, após divulgar os últimos resultados de uma avaliação mundial de alunos com o curso fundamental completo, num grupo de 76 países, colocou nosso país numa triste classificação de 67º lugar entre eles! Um desastre, muitos brasileiros comentaram!

Especialistas internacionais debruçaram-se sobre tais dados, e chegaram a conclusões que, nós, os brasileiros, conhecemos há anos – pois com uma significativa parte de nossa população com capacidade de mal ler nem escrever – dificilmente (para não dizer impossível) – poderemos construir um Brasil capaz de atingir níveis de desenvolvimento econômico, como aspiramos há anos! Ou seja, escapar dos bolsões de pobreza que varrem nosso país. Sim, porque a Educação é causa-e-efeito para o progresso desejado por todos!

Os exemplos de países “transformados pela Educação” são muitos e podemos citar, além daqueles tradicionalmente desenvolvidos, Cingapura, Coreia do Sul, Finlândia, África do Sul, Portugal e outros, somando-se alguns da própria América do Sul, como Chile, Peru, Colômbia que, a partir de altos índices de analfabetismo, hoje mostram cenários promissores.

Os resultados dos relatórios focam nos benefícios econômicos da educação. Segundo eles, com melhores sistemas educacionais o Produto Interno Bruto dos países da organização seria, em média, de 3 a 4% superior ao esperado na atualidade. Foram destacados o enorme abismo entre os estudantes latino-americanos e os do leste asiático. De um lado o excelente desempenho dos estudantes orientais, com Cingapura liderando o ranking, seguida por Hong Kong, Coreia do Sul, Japão e Taiwan. Nos outros mostram o Brasil na 60ª posição, atrás de outros latino-americanos como Chile, México e Costa Rica. E o relatório vai mais além da simples comparação e vincula a educação em cada país ao futuro de sua economia. No Brasil, precisamos perguntar por que, e onde, estamos errando, pois, destinando constitucionalmente uma boa quantidade de recursos financeiros, via impostos, temos resultados tão insuficientes!?! Não há alternativas! Se a América Latina e nós queremos melhorar a vida de nossos povos, num mundo aberto, inteligente e competitivo, temos de melhorar as habilidades de nossas populações!.