O aprendizado ao longo da vida

A sociedade moderna baseada na competição implantada pela raça humana, tem favorecido os países “avançados”, desestabilizando e tornando a vida de milhões de pessoas submetidas a indignidades e sofrimentos físicos generalizados no chamado Terceiro Mundo, com consequências e graves danos a uma grande parcela da população e mesmo ao mundo natural. O contínuo desenvolvimento dos países avançados e a persistência das diferenças entre nações têm ampliado essa situação.

Se nada for feito, com coragem e determinação de governos, que contem com o apoio e confiança da população, corre-se o risco de grandes sofrimentos físicos e psicológicos e mesmo perdas de soberania. Mas isso só poderá acontecer depois de passado um período longo e muito doloroso de adaptação.

No caso do Brasil, temos inúmeras alternativas, como bem o sabemos, pois desde nossa descoberta em 1.500, em poucas oportunidades pudemos mostrar alguns períodos de progresso. Não podemos deixar que o nosso sistema entre colapso, pois as consequências poderão ser imprevisíveis. Assim, temos de defender reações. Uma delas seria a da Educação em massa que mostra a vantagem de poder ser uma “revolução” pacífica. Infelizmente somente teremos resultados em distante futuro. Não importa, pois os resultados serão definitivos.

Podemos começar pela obrigatoriedade do ensino. Para se ter uma ideia, em 1950, metade dos brasileiros maiores de 15 anos era analfabeta. O pouco que se conseguiu consagrou recordarmos a escola pública daqueles tempos com nostalgia por quem a concluiu (meu caso). Embora, sendo a reprovação corriqueira, a escola excluía muita gente, pelo exame de admissão para o ingresso ao ginásio, última etapa de quatro anos para a conclusão do período fundamental.

Para tanto, deveríamos desenvolver e difundir uma ideologia que se oponha a reconhecer a tecnologia como solução técnica, por sim só! Quando o sistema ficar suficientemente estressado e instável, uma revolução contra a tecnologia pode tornar-se possível.

A revolução precisa ser internacional e mundial.

Seria inútil os revolucionários tentarem atacar o sistema sem utilizar um pouco da tecnologia moderna. Eles precisam, no mínimo, utilizar a mídia para divulgar sua mensagem. Mas deveriam recorrer à tecnologia moderna para apenas um fim: atacar o sistema tecnológico.

Com relação à estratégia revolucionária, os únicos pontos sobre os quais insistimos totalmente são que a única meta que se sobrepõe a todas as outras deve ser a eliminação da tecnologia moderna, e que não se deve permitir que nenhuma outra meta compita com essa.

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