Uma realidade pouco esperada

Em junho, escrevi um artigo nesta coluna intitulado ‘Novos horizontes para a Embraer’, acentuando que o desenvolvimento da nossa indústria aeronáutica em breve poderia florescer, graças a novas decisões que estavam sendo tomadas pelo governo e empresas, as quais certamente moldariam o nosso transporte aéreo nos próximos anos.

Era um comentário sobre um Fórum Nacional do Transporte Aéreo, realizado no WTC (World Trade Center) em São Paulo, contando com a participação de todas entidades e associações da aviação brasileira, que produziu propostas encaminhadas ao nosso governo, que estimulassem o desenvolvimento da nossa rede de transporte aéreo regional e da aviação geral.

O Governo Federal resolveu colocar todos os setores da Aviação Civil Brasileira num único Ministério, o da Infraestrutura, sob o comando do ministro Tarcísio Freitas. O senador Major Olímpio (PLS-SP) promoveu uma reunião com o ministro Tarcísio que determinou a todos os titulares das entidades de controle e supervisão da Aeronáutica, estudassem e procurassem aplicar as sugestões sugeridas pelo Seminário do WTC.

O que aconteceu precisa ser do conhecimento de São José dos Campos, um dos maiores clusters da indústria aeronáutica mundial, para que a Embraer e seus fornecedores de peças e componentes tomem conhecimento do que está acontecendo no mercado, certamente em processo de grande reativação.

O Brasil tinha, antes da Pandemia do Covid 19, quatro empresas de transporte aéreo, Latam, Gol, Azul e Avianca, oferecendo seus serviços, para apenas uma centena de cidades brasileiras, num país da ordem de 5,5 mil Municípios. Hoje, em que pesem as restrições da pandemia do Covid-19, as consequências das decisões implementadas pelo Governo Federal, tornaram possível abrir e colocar em operação centenas de pequenas empresas regionais, oferecendo os serviços aéreos à quase 200 cidades brasileiras. Nunca tivemos isso no passado.

A nossa Embraer, de grande importância para São José dos Campos, precisa reagir e lançar novos projetos de aviões adequados à essa demanda e, para isso, precisa de contar com seus recursos humanos.

Este cenário ocorreu com os grandes jatos. Em passado recente, a Boeing americana e a Airbus europeia trouxeram ao mercado grandes aeronaves, como o Boeing 747 e o Airbus 380, agora ambos em processo de retirada de serviço, partindo para a produção de aviões menores e rentáveis.

As empresas precisam compreender que o seu fator mais competitivo é contar com a competência dos seus recursos humanos..

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